domingo, 26 de abril de 2009

QUEM SOMOS NÓS? A resposta de Susan Boyle

Já assisti a este vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo) no mínimo 10 vezes no último mês, e todas as vezes me arrepio da cabeça aos pés, como se fosse a primeira vez a assisti-lo.
E todas as vezes, igualmente, emerge aquela pontinha de remorso, porque na primeira vez pensei e julguei como fizeram os jurados e a plateia daquele programa. “O que esta desajeitada, esquisita, está achando que sabe fazer? Só pode ter sido a mãe, ou a avó, que puseram na cabeça dela que ela sabe cantar qualquer coisa”.
Susan canta maravilhosamente bem, isto é inquestionável. Mas outras pessoas cantam tão bem quanto ela... e por que não estão na mídia, com milhões de acessos e buscas por seus nomes?
Simples. Nós mesmos nos chocamos com a nossa própria capacidade de pré-julgar e pré-conceituar a partir do que os nossos olhos, pobres de nós, conseguem ver. Pudera a humanidade, por um, dois ou três dias, perder a visão.
Pudéramos transformar esta sociedade das aparências, do que podemos ver, em um mundo de sons, aromas, toques. Ao invés de vermos televisão, contarmos histórias, trocarmos experiências e ouvirmos uma bela canção.
A história de Susan Boyle, mulher simples, sorridente, de bom humor, cujo sonho era simplesmente cantar, é de uma rasteira homérica, napoleônica, no estúpido talento humano para o preconceito e o desdém.

Eu estou muito emocionada porque sei que todos estavam contra você. Honestamente, penso que todos nós fomos muito cínicos, e este foi o maior sinal de alerta que poderia haver”. (Taylor, a jurada do programa)

Nenhum comentário: