Quem é esse que ta aí?
Quem é esse que veio e chegou e invadiu um espaço pronto e demograficamente constituído?
Quem é esse que pensa em ceder sentimentos, ceder amizades, ceder atenção, carinho, afeto, pra depois, impiedosamente, dar as costas e deixar um vazio?
Tenho me sentido estrangeiro no sentido mais completo. Ontem alguém me disse que chegar em outro país é como entrar na casa de desconhecidos e começar a jogar um jogo do qual as regras são desconhecidas. Sábia comparação!
Tenho jogado jogos dos quais ainda não consigo compreender os princípios. As regras do grupo maior são seguidas por outro grupo menor que, além delas, ainda convencionou outras. Complexo? Demais!
Existem, ainda, as regras individuais que não entram em conflito com as gerais e que eu tenho tentado descobrir. Não raro estes indivíduos são enigmáticos. O resultado é uma mistura de carinho, decepção, dúvida, incerteza, impotência.
Tenho tentado dar um basta nos meus sentimentos e trazer pra dentro de mim a frieza que até há pouco paralisava os sentidos. Um amigo me sugeriu relaxar e deixar pra lá. "Nós somos passageiros aqui. Eles não podem se apegar a nós. O que pra eles é rotina, pra nós é vivido intensamente".
Talvez ele tenha razão.
Talvez seja cruel, da minha parte, esperar que sintam o mesmo que eu.
Talvez seja cruel comigo mesmo me entregar em sentimentos aparentemente fugazes.
Talvez seja melhor jogar a mochila nas costas e ir passando, sem deixar marcas, sem levá-las.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
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