quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Autorreflexão

Eis o tipo de postagem que não pressupõe um leitor: um blog secreto, divulgado para poucas pessoas que leem em Português. Eu não preciso um ombro, anyway.... preciso de uma tela em branco e emoções para serem transcritas em palavras.

Já li em algum livro sagrado que "sem amor eu nada seria". Comparativamente ao que tenho vivido, posso jurar que o amor leva ao niilismo. Quando o outro te toma o pensamento 24 horas por dia, não te sobra tempo para olhar a si próprio, amar-se efetivamente e bastar-se para ser feliz.

O amor faz do amanhã o ideal de hoje.... não sei o que me trará o amanhã, portanto o hoje não faz mais sentido. Olho para os lados e tudo parece fora do lugar... ou quem está fora do lugar sou eu? Olho para dentro de mim e tudo parece fora do lugar... ou o lugar de fora não cabe dentro de mim?

Assustadoramente, começo a compreender o fluxo de pensamento Wertheriano. Me chame de pessimista, de louca, lunática, idiota, fraca... é o meu lado mais podre, talvez... mas é o lado aflorado por esse sentimento que me sufoca pelas limitações de tempo e espaço combinadas.

Na verdade, me sinto vulnerável. O controle da situação escorre entre meus dedos como areia seca na orla da praia. Vem o vento e a espalha...

Fecho os olhos e deixo a vida me levar. Uma lágrima molha o chão aqui, outra ali... um sorriso ilumina o caminho aqui, outro ali. O que está dentro do peito, talvez vá me matando aos poucos... talvez seja a fonte da minha vida.

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