Quando eu comentei em outra postagem que LÍNGUA É PODER, eu quis dizer exatamente o que vou expôr nesta postagem.
Os analistas do discurso se valem com propriedade do conhecimento dos artifícios lingüísticos para desvendar propósitos, não-ditos, constituição do sujeito, etc. O fato é que seria bastante conveniente para todos nós, não só para esses profissionais, que soubéssemos lançar mão dos recursos lingüísticos em nosso favor.
Lendo o Código de Ética Profissional dos Contabilistas, a leitura fluiu sem sobressaltos até o seguinte parágrafo:
"IX - ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional, seja propugnando por remuneração condigna, seja zelando por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-pro-fissional da Contabilidade e seu aprimoramento técnico."
Você já se imaginou propugnando por remuneração condigna? Ou melhor, você... seja sincero.. já propugnou por alguma coisa, algum dia? Você já cometeu este ato???
Inteligentíssimos os nossos colegas Contadores. Talvez os nossos professores, se tirassem umas férias, teriam o insight de lançar mão dos artifícios do seu próprio objeto de estudo e trabalho, a língua, em favor dos seus direitos.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
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